quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Feliz feito criança



Dia claro e quente,
o sol brilha lá fora
Temperatura? Não sei...
Dentro de mim, passa dos 37 graus
Doente? Febre? De cama?
Nãoooooo... de jeito nenhum
Acordei quente hoje
e nada me fará fria, nem morna!
cadê aquela alma chorosa?
de quem era ela mesmo?
e a vida nos dá seu remédio
(o tempo)
Os dias passam
e nada ainda de boas respostas
Pra quê precisamos delas
Se todas as perguntas mudaram?
Ligo o ar condicionado
tomo um champagne gelado
depois jogo fora o retalho
de um vestido velho
esquecido no armário
(das lembranças)
Sou eu assim, hoje
Feliz feito criança

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sentindo isso hoje...



Sentei-me com a cabeça debruçada nas pernas, posição típica de quem reflete sobre alguma decepção, e pensei se todas as pessoas do mundo convivem com algum ser essencialmente complicado, assim como eu, ou se essa situação seria um caso isolado e só eu fui premiada com essa exclusividade. É tão simples, pra mim, identificar situações inusitadas e dar o devido valor a cada uma delas, tipo assim, eu jamais reagiria da mesma forma caso alguém, sem querer, virasse de repente em minha direção e sua mão batesse em meu rosto ou quando alguém na cara dura, por algum motivo isolado, o fizesse por querer.

Seria demais estipular como requisito mínimo de relacionamento querer que o outro tenha ao menos discernimento sobre o valor das coisas, pessoas e situações? Será que eu ficaria sozinha caso eu começasse a “peneirar essa farofa de pessoas” no qual eu convivo? Ou, até que ponto estou certa ou errada quando decido que não importam as falhas de cada um, que eu devo aceitá-las como são, afinal, ninguém é perfeito? Será que não devemos exigir um mínimo de perfeição nelas? Mas, como eu faria? “- Fulana, qual seu índice de perfeição? Preciso saber antes de nos relacionarmos, afinal, já tive tantas decepções!!!” Seria assim na cara dura mostrando que sou uma pessoa egoísta e mal educada e que só penso em mim mesmo?

Enquanto penso nessas, aparentemente, babaquices não consigo, sequer, levantar a cabeça, pois não encontro respostas para esse meu momento de crise existencial onde não entendo muito bem, sequer, o motivo pelo qual ganhei vida. Eu vim pra isso? Seria pouco demais...

As lágrimas vêm em meus olhos e eu penso, quantas vezes isso já aconteceu comigo e por tantas vezes por causa da pequenice de alguém ou mesquinheza nas atitudes de outro que desaba suas frustrações numa pessoa que ela julga estar num momento bom para absorver todas as suas paranóias. Não descobri, ainda, se agüentar isso tudo seria nobreza ou fraqueza. Afinal, agüentar alguém descarregar sua fúria seria ser forte?

Eu pensei que “ir tirando por menos” esses momentos eu conseguiria seguir em frente, mas a coisa está incomodando mais do que de costume e talvez aquele véu que eu usava para embaçar a verdade tenha caído e a situação tenha ficado exposta demais.

Hoje estou pequena, carente, sensível, desestimulada, entristecida, pobre e incapaz, mas isso não me amedronta porque sei que em questão de horas ou de apenas um novo amanhecer eu estarei novinha em folha e novamente grande, forte, feliz e batalhadora. Quem sabe, pronta pra voltar a ser "saco de pancada" de novo!!!

E eu me pergunto: “- Fico feliz ou triste com isso?”

Sentindo isso hoje, num dia de perguntas sem boas respostas!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estado febril



É assim que estou
(péssima entendedora)
esperando que
a verdade seja nua,
sem meias palavras

No peito
sentimento sufocando
se arrastando
como quem dá prazo
a si mesmo
para se entregar e morrer

estado febril na alma
que geme, sofre
por falta de calor
de um amor
que se nega à sinergia

E essa hora
que não passa
- maldito relógio!
amarga essa espera
que me anula, me cega
e me entrega ao ócio

Te amar pode ter sido tudo
menos, um bom negócio!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Feliz Amanhã



Dias de dor...
e com sorte
de morte do infortúnio
de um sentimento dilacerante
que se achava no direito
de atingir uma alma
que ainda vagava
rastejante no paraiso

Dias que se foram
se unindo ao nada
de um passado esquecido
que não mais soa em minha mente
assim como as canções
que silenciei em meus ouvidos

Dias retrato
que arranquei da parede do meu quarto
onde hoje admiro o branco da paz
que fez morada em meu coração
desocupando um espaço
que hoje fica reservado
para uma nova e sadia paixão

Dias de hoje
que me liberta
para viver, novamente,
um feliz amanhã

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sou filha do vento!



Sou filha do vento
que passa sorrateiro
e delicadamente
atinge apenas
a bela folha seca
que cai,
pois
já era tempo!
Porém,
não esquente
sua natureza
porque o estrago
será grande e
poderá não haver
sobreviventes!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cenário inspirador



Essa praia vazia
nossos corpos molhados
Possivelmente de suor
não fosse a onda
disfarçada em lençol
que nos encobre.

Encaixe perfeito
de abraço
desejo
e amor.

Susurros,
já não se ouvem,
guardados
pela força dos beijos
em cenário inspirador.

Em pouco tempo,
momento desfeito
sonho contido
pelo som 
do despertador

Coração acuado



Silêncio,
querendo saltar da garganta
Golpe baixo,
você não sai da minha lembrança

As palavras que estão presas
enlouquecem meu pensamento
me obrigam a falar e eu não quero
preciso aquietar-me por algum tempo

Minh'alma e cabeça em congruência
respeitam-se e decidem contra mim,
deixando meu coração acuado,
e me digo:
(me colocando contra a parede)
- Não faça!
e eles me mandam:
- Faça sim!

Palavra
que na minha boca não existe
fala muito mais
do que essa poesia triste.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Introspecção




Introspectiva,
interpretando atitudes
silenciando emoções
decidindo caminhos

Intrépida filosofia
em busca de coerência
pros imprudentes passos
que se acumulam no acaso

Prelúdio incontestável
de ofensiva iminente
de um louco pensamento
saltando no absurdo

Devaneio, insanidade
ou, por ventura,
senilidade no discurso?

GREVE!!!



Greve pra chamar sua atenção
gReve pra não receber um não
grEve pra ganhar toda a razão
      greVe pra te ter nas minhas mãos
  grevE pra mudar essa situação
caso contrário...
GREVE de você no coração!!!

Por acaso



Por acaso,
as palavras se cruzam
se identificam
se apaixonam
se unem
se amam

O donos da palavra
imitam
e sofrem
quando percebem
que a distância
não se importa
com a hora que chegou
com o querer que aumentou
nem com a pressa
desse amor urgente
que enfim, desabrochou

sábado, 9 de janeiro de 2010

Uma lágrima



Uma lagrima...
representa momentos
tanto quanto palavras, olhares
exprime muito sentimento
Uma lágrima que cai
e representa saudade
é triste
por não ser compartilhada
(parece uma dor contida,
mesmo desabafada)
Mas, a que me incomoda hoje,
na verdade,
é a que não sai de meus olhos,
parecendo um divisor de águas,
da época em que eu te esperava
pra hoje que meu peito cansou
Parece não expressar mais
aquela minha antiga dor
ah,
essa lágrima
que não sai de meu olho agora
parece mostrar o fim
daquele nosso lindo amor

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Espera



Impaciente
sem aguentar esperar,
por quem nem vai chegar.
Sofrimento sem sentido
por algo que não foi vivido,
nem nunca será

Simbiose incauta
dilacerando almas ingenuas
que teimam em apostar no que está perdido
como gato escaldado
louco pra entrar numa fria
e depois resmungar que já sabia.

Sei não,
parece que não existe utopia
quando não se sabe 
que é impossível chegar lá...
aonde você está.

Mas, incrédula que tem boca
nem sempre chega a Roma
e as vezes cansa de esperar

Coração partido



Ah, meu amor
Nem sabes que te chamo assim
Sei que se tu soubesses
Viria correndo pra mim

Te ofereci flores
Sinalizando meus desejos
Te contei fatos, medos
Verdades e segredos

Já sabes da minha vida
Muito mais do que eu de mim
Mas não conheces o meu beijo
Porque vives tão longe assim

Sou uma simples errante
Buscando sem saber o quê
Donna de um coração partido
Desde que conheceu você

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"woman, no cry"



No ritmo
uma batida
que me arrepia
"woman, no cry"
não me diz muita coisa
mas, minha mente fantasia
e a vontade corre solta

Uma interrogação
que se agiganta em minha frente
por um instante me desliga,
e...
suspiro,
de olhos fechados.

A canção insiste
"No, woman, no cry"

Medo
segredo
desejo
e...
a melodia continua
numa batida forte, insistente,
se fundindo
com a do meu peito
que anda meio carente,
afirmando
(como quem aconselha)
"Everythings
gonna be all right!"
e termina
"No, woman, no cry"
e com ela
o pensamento se vai

(Para ser lida ou recitada ao som de
“woman, no cry”, versão do cd Bossa n' Marley)

Curioso? Assista o vídeo no youtube nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=brzfeX5cBGU&feature=player_embedded