segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma vez amor, para sempre saudade.




As saudades já não se findam, 
elas se fazem nós, tamanha é a sua intensidade. 
Se torna matéria, 
uma terceira camada que intermeia 
entre nossa carne e alma.
E tal qual um machucado,
causado por determinado impacto, 
(que nos relembra sermos feitos de carne, 
onde o alerta é a dor) 
a certos estímulos a saudade se manifesta
e é quando a sentimos presente
bem alí dentro de nós,
descobrindo que ela nunca se foi.
Urso iberno, Vulcão inativo, Estiagem, 
nada mais...
Saudade traiçoeira,
engana-se o coração que endurece no afã de proteger-se.
Uma vez amor, para sempre saudade.
A ausência nos ensina a sermos atores da vida,
e encenamos até para nós mesmos.
E na arte de sorrir em meio a dor,
nos fazemos acreditar em nossas próprias meias-verdades.
Ah, essa saudade... 
nos faz trilhar por caminhos complexos,
tateando no desconhecido, 
nos fazendo descobrir verdades através dos nossos próprios erros.

Saudade, endosso do amor em nossa alma.
Nossa alma triunfante,
suportando todas as mazelas de nossas faculdades.
E como recompensa
descobrimos forças em território ignoto, 
muito antes de percebermos querê-las.




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Esteban Tavares - Pianinho


"Quem é você que me prendeu e depois me deixou pra trás?
Que não vai voltar,
Por mais que eu cante, escreva, toque não vai dar
Você não vai me mudar."




Um comentário:

Jorge Costa disse...

Você é a poetisa que fala com a alma, tomara que nunca haja força que te faça calar. Sinceridade é o que vem de vc, quando grita e geme o que transborda de seu proprio coração, te amo.